O livro é um produto!

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Olá, pessoal.

Não, seu livro não é seu filho. Ele é um produto!
Resolvi trazer um assunto que me perguntaram no último evento que fui; sobre como reagir a uma resenha negativa. Se você prefere ler do que assistir, continua descendo a página.




Estando no meio literário há alguns anos, tenho visto muitas ocasiões onde autores defendem seus livros com unhas e dentes, como se fosse um filho que acabasse de sofrer agressão por parte de um colega na escola e precisasse ser defendido.

Acontece que o livro é sim um produto. Bem como um tênis, uma máquina de lavar roupa, ou um detergente que você compra no mercado.

Quando você adquiri um tênis, usando meu exemplo anterior, da Nike, você se torna um cliente deles. O mesmo acontece quando alguém compra o meu livro. Ele se torna meu leitor e meu cliente, bem como da editora que me publicou, se houver uma.

Partindo desse pressuposto, quando você usa esse tênis e ele machuca o seu pé, você pode reclamar com a Nike, está no seu direito de consumidor. Imagina agora, se a Nike vira para você e responde que ele te machucou porque você não o entendeu? Ou se eles te respondem que você não gostou, pois ele foi feito para fãs. Faz sentido?
Não né!!! Então, porque faria sentido eu dizer para você, que você não gostou do meu livro, porque não entendeu o que eu quis dizer, ou que ele foi feito para meus fãs.

Eu disse a uma colega, há algum tempo, que se você precisa explicar algo do seu livro para o leitor, o erro não está nele e sim no seu texto que não está claro o suficiente.
É claro que há exceções, como alguém como eu, por exemplo, que é péssima para pegar referências. Rs... Ou entender piadas.
Mas não dá para sair querendo explicar para todo leitor que fizer uma resenha negativa, o que você quis dizer. Não é mais fácil corrigir seu texto para que os próximos leitores não passem pelo mesmo problema?
Fora, é claro, que tem coisas que não há explicação que mude a opinião de quem leu e não gostou, pois pode ser simplesmente que sua história não tenha funcionado para aquele leitor.

Então, é hora de encarar o seu livro como um produto e aprimorá-lo a cada crítica recebida.

Eu tenho visto muitos casos, onde o autor recebe uma resenha negativa e, ao invés de conversar com o leitor, entender o ponto de vista dele, aproveitar aquela crítica para amadurecer seu trabalho e melhorar os próximos, comenta a resenha numa tentativa de explicar algo que deveria estar claro no texto. Ou, para piorar, faz perfil fake para atacar o blogueiro. Ou, ainda, faz uma comoção em seu grupo para que seus leitores, os que gostaram do texto, vão lá na resenha e defendam o livro.

Pode ser que não tenha nada de errado com sua história. Pode ser que esteja bem escrita, ainda assim, o leitor tem direito de não gostar.
Se nem o King agrada a todos, quem dirá nós.

Ver o meio literário como um mercado de trabalho, ver o livro como um produto, não é apenas profissional, como pode te ajudar a não sofrer tanto quando chegar aquela temida resenha negativa.

Então é isso, pessoal. Espero que vocês tenham gostado. Comentem o que vocês pensam sobre isso. 





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